terça-feira, 31 de maio de 2011

Os primeiros ensinamentos de Buda

Neste retiro, teremos a oportunidade de conhecer e meditar de maneira simples e profunda sobre os preciosos ensinamentos de Buda. 1° sessão 9:30 – 10:30 2° sessão 11:00 – 12:00 3° sessão 15:30 – 16:30 4° sessão 17:00 – 18:00 O mini retiro tem um custo de R$10,00 cada sessão. R$30,00 todas as sessões. Todos são bem vindos. Endereço:Rua Maria Inácia de Miranda - N° 257 - Bairro Ingá - Betim DIA: 04/06/2011 Sábado.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Doces Bárbaros - As Ayabás



Caetano, Gal, Gilberto Gil e Maria Betânia - MARAVILHOSOS!!

domingo, 7 de novembro de 2010

Jóia dos desejos

ontem uma senhora disse: "ponha a atenção nas ações. Não são as falas, são as ações.." Aquilo me "sooul" uma coerência exorbitante. Logo quis perguntar: "a escrita é uma ação?" Mas percebi que ela continuaria em silêncio. Então decidi parar de escrever mesmo sabendo que sua fala estava contida na sua ação de não falar e que, na prática, a idéia era para que fala cia pouco. Foi assim que descobri que já havia descoberto o puja. Porque cantar não é falar.

sábado, 30 de outubro de 2010

Uma carta editada para a poesia

A música me afeta com compaixão. Todas as outras coisas, incluindo as pessoas, me exalam e me cansam, gritam exaustão. A melhor ação é a imanência do repouso. Lençóis, travesseiro, água quente e imagens confusas e externas, aparentemente jamais produzidas intencionalmente. Sempre muito não escrevo. Todas as lágrimas que surpreendem o trágico da existência. Todo suspiro revela-dor. Tudo isso, tudo isso que não nomeamos porque não tem nome é de uma fadiga inominável mesmo. O acolhimento que quero é o meu próprio. Não é necessária a fala de outrem para que se produza pensamentos direcionados a mim. Eu mesma posso dizer preferencialmente o que gostaria de dizer. Não é necessária a confiança alheia para que se confie em um estranho. O estranhamento é sim algo curioso. Então me calo quase no interior do nada. Oscilo entre a superfície e o dentro. Quase sempre estive. Mas nunca foi motivo para desesperos. Entendo de tristezas. Nada disso, porém, me define ou me transforma necessariamente. Entendo também de alegrias reais; e estas, somente sendo sóis, capituroas. Não me leve à ruína com pensamentos vãos. Estamos qualitativamente arruinados dentro de diferenciadas máquinas. Todo meu corpo responde a essa peculiar operação desvairada de mim mesma. E você não deve temer às funcionalidades. Eu danço sonhando. Ninguém me vê. No tempo da calúnia e da discórdia, tudo o que não pode ser visto é o amor de alguém. Paulatinamente interronpido ou julgado. Existem forças, muitas delas no universo, penso eu. E alguém me vira e me pergunta afirmando: nunca vi sua escrita?! Mas não se vê do que não se compartilha. Bastam minhas mãos. Bastam os médicos. Os bobocas não podem receitar drogas. Eu não me importo tanto assim, a menos por aquilo portador da suficiência. As frutas e as verduras também podem ser boas. O humor que dizem negro balbucia seu lugar. A vergonha não existe. O que existe é a língua. Motivo estar eu aqui apenas para que minha voz, mesmo que, possa cruzar certos espaços inúteis e ociosos dos quais não me apetecem enquanto corpo-mulher. Não fixe quaisquer mensagens, muito menos as minhas. Não sou feita de mensagens, embora elas sejam para mim ferramentas de persuasão. Eu não lhe faltaria com nada se possível fosse. Que fique então esclarecido os lugares pouco comuns e os nada comuns. Minha lucidez transborda pontos de dispersão infantil. A beira de qualquer coisa há uma precipitação que se cala. Ao ser lançada, os berros escapam. Mirada, me volto. Desisto. Esqueço. Não use gestos ou palavras para dizer. Eu já sei e não me comovo. Deitada na grama, a formiga é minha irmã. O superestimado é vanguarda do vento. A dispersão é sua. Não dê ela a ninguém. Engula só. Guarda para mim o que não guarda. Guarda de gente que misteriosamente diz que não diz. Eu não quero ser nada guardado.

sábado, 16 de outubro de 2010

desdobrando 15 de outubro

Quem queremos como mestres? Pergunta o simpático teacher Ghiraldelli:

http://ghiraldelli.wordpress.com/2010/05/10/professor-teacher-e-coach/?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+wordpress%2FcJTp+%28Paulo+Ghiraldelli+Jr.%29


sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Uma homenagem




Friedrich Wilhelm Nietzsche nasceu no dia 15 de outubro de 1844. Passou sua vida adulta “dando conta” de pensadores, poetas, escritores e músicos de sua época e de outros que produziram anteriormente ä sua existência. Gastou pelo menos nove anos para estudar a obra de Schopenhauer.

Eu gostaria muito de ter escrito sobre Nietzsche o que ele escreveu sobre A. Schopenhauer em seu texto “Terceira Consideração Intempestiva – Schopenhauer educador”. Reproduzo aqui então um pequeno trecho em homenagem ao poeta.

Era como me embalar com desejos insensatos que pudesse encontrar um verdadeiro filósofo que fosse um educador capaz de nos elevar acima da miséria do tempo presente e a nos ensinar de novo a sermos honestos e simples no pensamento e na vida, portanto, “intempestivos”, no sentido mais profundo da palavra; de fato,os homens se tornaram tão complexos e tão complicados que deixam de ser sinceros logo que falam, logo que expressam afirmações e querem agir em decorrência delas

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

NÃO QUERO ROSAS DESDE QUE HAJA ROSAS


Não quero rosas, desde que haja rosas.
Quero-as só quando não as possa haver.
Que hei-de fazer das coisas

Que qualquer mão pode colher?

Não quero a noite senão quando a aurora
A fez em ouro e azul se diluir.
O que a minha alma ignora
É isso que quero possuir.

Para quê?... Se o soubesse, não faria
Versos para dizer que inda o não sei.
Tenho a alma pobre e fria...
Ah, com que esmola a aquecerei?...


Fernando Pessoa, 7-1-1935.

domingo, 26 de setembro de 2010

Pj Harvey und Bjork

Quando elas cantam
meus males espantam

sábado, 11 de setembro de 2010

Out of Season - para ouvir lendo



Todas as coisas sãs são tão somente coisas
carol lara

E ali parado diante do seu eu fixado na garrafa de café, sua mão imensa pelejava a virtude da quietude.
Sabia que ostentava por ora seu espírito amansado pelos ares sublimes da transcendência. Outra, impecavelmente, jogava-se sobre as raízes escondidas das mais velhas árvores submersas.

As tecnologias não o abraçaram. E ficava ali com sua cor parda, pálido diante do seu pó de café moído na hora. Especulara sobre a existência do filtro de papel e também das cafeteiras. Depois de ter sido tratado o seu coador de pano como lixo orgânico, sentia dificuldade para escolher a numeração do filtro de papel e acabara por optar pelo 102 – Três Corações.

Correndo na imensidão da alegria, recordava-se dos pequenos papelitos guardados em minúsculas caixinhas de madeira.

E olhando da porta; nada amigável, mas nada turco, turrão nem russo.
Há quanto tempo havia tempo para pensar no tempo
Sobre os aspectos infinitos dos poros e das poeiras do trompete do avô do seu avô.
Vestia –o com constância os guardiões do tempo.

Inadequadamente
Sumiu entre os transeuntes

Entre o metal do aeromotor
O imobilismo sem imberbe

No empíreo só entram os dedos com suas unhas perfeitas
Os pássaros já estão lá

domingo, 29 de agosto de 2010

Ashtanga Yoga -Opening Mantra








Om
Vande Gurunām charanāravinde
Sandarshita swātmasukāvabodhe
Nishreyase jāngalikāyamāne
Samsāra hālāhala mohashāntyai
Abāhu Purushākāram
Shankhacakŗsi dhārinam
Sahasra sirasam svetam
Pranamāmi patanjalim
Om

sábado, 31 de julho de 2010

Amor fati







O princípio do nomadismo é o amor à terra. Nela, apega-se desapegando. As crianças ciganas do Capelinha adoram andar descalças e sempre sempre estão sorrindo. As mulheres fazem das panelas espelhos d´agua (e oferecem café para as visitas em canecas brilhantes, assim como seus dentes). Os mais velhos estão sempre observando alguma coisa, com ou sem olhar perdido. E os homens, não faço idéia do que eles fazem.


Fotos: Elvis d`Paula